A Agência Reguladora Multissectorial da Economia-ARME estabelece os novos preços máximos dos combustíveis, que devem vigorar a partir das 00 horas do dia 1 de julho de 2024, tendo registado um acréscimo médio de 1,10%.
De acordo com a nova tabela, em anexo, a Gasolina passa a ser vendida a 142,30 ECV/L; o Gasóleo Normal, a 123,70 ECV/L; o Gasóleo para a Eletricidade, a 110,00ECV/L; o Gasóleo Marinha, 95,20 ECV/L; o petróleo, a 136,10 ECV/L; o fuel 380 manteve-se a 87,40 ECV/L e o fuel 180, a 90,10 ECV/L, e o Gás butano passa a ser vendido a granel por 135,50 ECV/ KG, sendo: as garrafas de 12,5 Kg, vendidas a 1.694,00 ECV; as de 6 Kg, a 813,00 ECV; as de 3kg, a 386,00 ECV e as de 55 Kg, a 7.454,00 ECV.
Assim, em termos percentuais, no mercado interno, o preço da Gasolina diminuiu em 1,86%, o preço do Fuelóleo 380 manteve-se constante, enquanto os preços do Butano, do Petróleo, do Gasóleo Normal, do Gasóleo Eletricidade, do Gasóleo Marinha e do Fuelóleo 180 aumentaram em 1,96%, 0,89%, 2,32%, 2,61%, 2,59% e 0,33%%, respetivamente. Comparativamente ao período homólogo (julho de 2023), a variação média dos preços dos combustíveis corresponde a um aumento de 4,30%, e, relativamente à variação média ao longo do ano em curso, corresponde a uma diminuição de 2,11%.
De acordo com os dados publicados no Platts European Marketscan e LPGasWire, os preços médios dos combustíveis nos mercados internacionais, cotados em dólares por toneladas métricas (USD/MT), comercializados em Cabo Verde, diminuíram, em média, em 0,31% de maio para junho. Quando consideradas individualmente, as cotações médias da Gasolina, do Jet A1 e do Fuelóleo 0,5% diminuíram em 4,45%, 0,07% e 1,60%, respetivamente, enquanto as do Butano e do Gasóleo ULSD aumentaram em 3,10% e 2,04%, respetivamente.
Os principais motivos da descida dos preços do petróleo, no mês de junho, foram: a valorização do dólar norte-americano, facto que torna mais cara a transação do petróleo para os países detentores de outras moedas, diminuindo assim a procura e a divulgação de notícias económicas negativas sobre algumas regiões do globo, nomeadamente o abrandamento do crescimento empresarial na zona euro e os dados fracos sobre a confiança do consumidor dos Estados Unidos da América (EUA), alimentando preocupações sobre a demanda por combustível, sobretudo após um início lento na temporada de viagens de verão neste país, que fez com que a procura por gasolina fosse muito inferior ao expectável.
Entretanto, esta descida foi atenuada, sobretudo, pelo corte das taxas de juros por parte do Banco Central Europeu, gerando expectativas de que a Reserva Federal dos EUA seguirá o mesmo caminho; pela divulgação de alguns indicadores económicos na China e nos EUA que indicaram uma subida da atividade económica, a maior desde julho de 2023, aumentando assim as expectativas dos investidores relativamente a um possível aumento da procura do petróleo nos próximos meses; pela publicação dos relatórios da OPEP+, da Agência Internacional de Energia e da Administração de Informação sobre Energia dos EUA que preveem o aumento da procura de petróleo a nível mundial, no segundo semestre deste ano; e pelo aumento do risco geopolítico na Europa e no Médio Oriente que continua a afetar o abastecimento global desta matéria-prima e a incrementar o respetivo prémio de risco fixado nos futuros do petróleo bruto.
A cotação do euro do último dia útil do mês de junho (1,0695) registou uma depreciação de 1,44% face ao dólar, comparado ao câmbio do último dia útil do mês de maio (1,0851). Esta evolução do câmbio tende a aumentar os preços dos produtos petrolíferos no mercado interno, correspondendo a um aumento médio dos preços dos combustíveis de 1,03%.
Os novos preços máximos de venda ao consumidor final devem vigorar de 01 a 31 de julho de 2024.
ANEXO:


