A Agência Reguladora Multissetorial da Economia (ARME) atualiza os novos preços máximos de venda ao consumidor final dos combustíveis, que entram em vigor às 00h00 do dia 1 de setembro de 2026. A revisão traduz-se num aumento médio de 4,51por cento nos preços praticados no mercado nacional, refletindo a evolução das cotações internacionais dos produtos petrolíferos durante o mês de agosto.
Assim, de acordo com a nova tabela de preços, a gasolina passa a ser comercializada a 175,40 escudos por litro, o gasóleo normal a 169,40 escudos por litro, o gasóleo para eletricidade a 154,80 escudos por litro, o gasóleo marinha a 135,20 escudos por litro e o petróleo a 189,00 escudos por litro. Já o fuelóleo 380 passa a custar 89,50 escudos por quilograma e o fuelóleo 180, a 97,60 escudos por quilograma.
No caso do gás butano, o preço a granel fixa-se em 141,30 escudos por quilograma. As garrafas de 12,5 kg passam a ser vendidas a 1.767 escudos, as de 6 kg a 848 escudos, as de 3 kg a 403 escudos e as de 55 kg a 7.773 escudos.
A atualização agora efetuada resulta, essencialmente, da evolução dos preços do petróleo e dos seus derivados nos mercados internacionais ao longo do mês de agosto. Nesse período, a cotação média do petróleo Brent registou um aumento de 4,45%, enquanto os derivados de petróleo comercializados em Cabo Verde cresceram, em média, 6,64 por cento.
A trajetória ascendente dos preços internacionais foi influenciada por diversos fatores, entre os quais se destacam as perturbações no abastecimento provenientes da região do Mar Negro, as tensões geopolíticas entre os Estados Unidos da América e o Irão e as interrupções verificadas em importantes rotas de exportação de petróleo. Em sentido contrário, o aumento da produção aprovado pela OPEP+ e a revisão em baixa das perspetivas de crescimento da procura mundial contribuíram para atenuar uma subida ainda mais acentuada das cotações.
Por outro lado, a apreciação de 0,97% do euro face ao dólar norte-americano permitiu amortecer parcialmente os efeitos da valorização dos combustíveis nos mercados internacionais, reduzindo o impacto da subida das cotações sobre os preços praticados no mercado nacional.
Em resultado da conjugação destes fatores, a gasolina regista um aumento de 4,34%, o gasóleo normal de 7,49%, o gasóleo para eletricidade de 8,18% e o gasóleo marinha de 8,16%. Em contrapartida, o gás butano apresenta uma ligeira redução de 0,21 por cento.
A ARME informa ainda que os preços de setembro incorporam uma componente destinada à recuperação faseada de parte do défice acumulado durante o período em que esteve suspensa a aplicação do mecanismo de fixação dos preços dos combustíveis, garantindo uma transição gradual e equilibrada para a normalização do sistema de ajustamento tarifário.
Os novos preços máximos de venda ao consumidor final dos combustíveis regulados, vigoram de 01 a 30 de setembro de 2026.
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