ARME atualiza preços máximos dos combustíveis para agosto 2026

A Agência Reguladora Multissetorial da Economia (ARME) atualiza os novos preços máximos de venda ao consumidor final que entram em vigor a partir das 00h00 do dia 1 de agosto. Tudo somado, corresponde a um acréscimo médio dos preços dos combustíveis de 6,86 por cento.

Assim, de acordo com a nova tabela de preços, no anexo, a Gasolina passa a ser vendida a 168,10 ESC/L; o Gasóleo Normal, a 157,60 ESC/L; o Gasóleo para Eletricidade, a 143,10 ESC/L; o Gasóleo Marinha, a 125,00 ESC/L; o Petróleo, 181,10 ESC/L; o Fuel 380, passa a custar 88,40 ESC/Kg e o Fuel 180, a 95,20 ESC/Kg.

Por seu turno, o Gás Butano passa a ser vendido a 141,60 ESC/Kg a granel; sendo que: as garrafas de 12,5Kg, vendidas a 1.770,00 ESC; as de 6Kg, a 850,00 ESC; as de 3 Kg, a 404,00 ESC e as de 55 Kg, 7.790,00 Escudos.

1. Cotações dos derivados de petróleo

De acordo com os dados publicados no Platts European Marketscan e LPGasWire, os preços médios dos combustíveis nos mercados internacionais, cotados em dólares por toneladas métricas (USD/MT), comercializados em Cabo Verde, aumentaram, em média, em 9,19% de junho para julho. Quando consideradas individualmente, as cotações médias do Butano, da Gasolina, do Jet A1, do Gasóleo ULSD e do Fuelóleo 0,5% aumentaram em 1,66%, 8,58%, 14,16%, 19,50% e 2,05%, respetivamente.

2. Cotações do Petróleo   

No mês de julho, a cotação média do petróleo Brent nos mercados internacionais correspondeu a 83,01 USD/barril, tendo registado um decréscimo de 1,87% quando comparada à cotação média do mês de junho (84,60 USD/barril).

Assim, os principais motivos da descida dos preços do petróleo, no mês de julho, têm que ver com o aumento do otimismo em torno das negociações de paz entre os Estados Unidos da América (EUA) e o Irão, após o Presidente dos EUA ter afirmado que as negociações realizadas no Catar decorreram de forma positiva; a revisão em baixa das projeções para o preço do petróleo em 2026 por parte dos analistas, a primeira desde o início do conflito envolvendo os EUA, Israel e o Irão; a decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) de aumentar a produção de petróleo a partir de agosto; as notícias de que o Paquistão, com o apoio da China, está a desenvolver esforços de mediação para retomar as

negociações entre os EUA e o Irão, alimentandas expectativas de uma eventual solução diplomática para o conflito; e a pausa nos combates entre os Estados Unidos da América (EUA) e o Irão durante alguns dias da última semana de julho, que alimentou as expectativas de uma retoma das negociações com vista ao fim do conflito, apesar de anteriores cessações das hostilidades se terem revelado apenas temporárias.

Outrossim, esta descida de preço foi atenuada, sobretudo, pelos ataques das forças ucranianas às refinarias russas da Lukoil-Nizhegorodnefteorgsintez, localizada na região de Nizhny Novgorod, e de Perm; pelo anúncio, por parte dos Houthis do Iémen, da imposição de um bloqueio naval à Arábia Saudita, através do Estreito de Bab el-Mandeb, reforçado pelos ataques aos petroleiros sauditas no Mar Vermelho; pelas preocupações com uma eventual disrupção das cadeias globais de abastecimento, devido aos constrangimentos na circulação pelos estreitos de Ormuz e de Bab el-Mandeb, importantes rotas para o comércio mundial de petróleo; e pelos receios de que a subida dos preços do petróleo venha a intensificar as pressões inflacionistas a nível global nos próximos meses

3. Cotações do Câmbio  

Os preços do petróleo e dos seus derivados são cotados em dólar, e a referência para a aquisição dos derivados de petróleo em Cabo Verde é a cotação euro/dólar do último dia útil da BLOOMBERG (14 horas no horário de Frankfurt).

A cotação do euro do último dia útil do mês de julho (1,1486) registou uma apreciação de 0,81% face ao dólar, comparado ao câmbio do último dia útil do mês de junho (1,1394). Esta evolução do câmbio tende a diminuir os preços reais dos produtos petrolíferos no mercado interno, correspondendo a um decréscimo médio dos preços dos combustíveis de 0,64 por cento.

4. Preços dos combustíveis no mercado interno

Para a presente atualização de preços dos combustíveis teve-se em consideração a Lei n.º 16/X/2022, de 30 de dezembro, que aprova o Orçamento de Estado para o ano económico de 2023, alterando as taxas de Direitos de Importação (DI) e as taxas de Imposto sobre o Consumo Especial (ICE), constantes da Pauta Aduaneira, aprovada pela Lei n.º 49/IX/2019, de 27 de fevereiro (corrigida pela Retificação n.º 25/2019, de 28 de março), relativamente à gasolina, ao gasóleo e fuel, conforme o quadro anexo III, da presente Lei do Orçamento de Estado.

A presente Lei do Orçamento de Estado aumenta a taxa de DI sobre a Gasolina, de 10% para 20%, mantendo-se os valores relativamente ao Fuel em 0%, e a taxa de ICE sobre o Gasóleo e a Gasolina em 6$00 (seis escudos) por litro.

No mercado interno, os preços da Gasolina, do Petróleo, do Gasóleo Normal, do Gasóleo Eletricidade, do Gasóleo Marinha, do Fuelóleo 180 e do Fuelóleo 380 aumentaram em 3,77%, 5,11%, 12,65%, 14,66%, 14,26%, 3,82% e 1,73%, respetivamente, enquanto o do Butano diminuiu em 1,12%. Tudo somado, corresponde a um acréscimo médio dos preços dos combustíveis de 6,86 por cento.

Comparativamente ao período homólogo (agosto de 2025), a variação média dos preços dos combustíveis corresponde a um acréscimo de 29,05% e, relativamente à variação média ao longo do ano em curso, corresponde a um acréscimo de 22,81 por cento.

Os preços máximos de venda ao consumidor final para o mês de agosto incorporam valores unitários destinados à recuperação faseada de 30% do défice global apurado nos meses de abril, maio e junho, a suportar pelo consumidor final.

Os novos preços máximos de venda ao consumidor final dos combustíveis regulados, vigoram de 01 a 31 de agosto de 2026.

Ver anexos:

Documentação Sector Energia