Uma delegação da Agência Reguladora Multissetorial da Economia (ARME), liderada pela Presidente do Conselho de Administração, Leonilde Santos, e integrada pela Diretora do Departamento de Tecnologias de Informação (DTI), Suzete Centeio, participa no 4.º Fórum Lusófono de Governação da Internet (IGF-Lusófono), que decorre em Luanda, Angola.
A presença da ARME no evento reforça o compromisso de Cabo Verde com a transformação digital e com a sua visão estratégica de se afirmar como um hub digital no Atlântico Médio, promovendo a inovação, a conectividade e a atração de investimentos.
Durante a sua intervenção no painel subordinado ao tema “Da Ética à Implementação: Sandboxes Regulatórias para uma Governação Responsável da Inteligência Artificial no Espaço Lusófono”, Leonilde Santos destacou o potencial da Inteligência Artificial para impulsionar o desenvolvimento económico, melhorar os serviços públicos e reforçar a competitividade do país. Ao mesmo tempo, alertou para a necessidade de garantir transparência, proteção de dados, mitigação de enviesamentos e salvaguarda dos direitos fundamentais.
A Presidente da ARME sublinhou ainda que Cabo Verde está a mobilizar diferentes atores nacionais para a elaboração de uma futura Estratégia Nacional de Inteligência Artificial, assente numa abordagem multissetorial e inclusiva.Na ocasião, defendeu o papel das sandboxes regulatórias como instrumentos que permitem testar soluções inovadoras em ambientes controlados, promovendo a aprendizagem regulatória, a inovação responsável e a construção de confiança entre reguladores, empresas, academia e cidadãos.
Leonilde Santos apelou igualmente ao reforço da cooperação entre os países lusófonos na governação da Inteligência Artificial, através da partilha de conhecimento, capacitação técnica e desenvolvimento de boas práticas comuns, com vista à construção de ecossistemas digitais mais seguros, inclusivos e sustentáveis.Segundo a PCA da ARME, as sandboxes regulatórias representam uma oportunidade concreta para transformar princípios éticos em práticas efetivas, riscos em oportunidades de aprendizagem e inovação em confiança. A responsável manifestou, por isso, a convicção de que o espaço lusófono reúne condições para afirmar uma visão própria sobre a governação da Inteligência Artificial, assente na cooperação, na responsabilidade e na centralidade da pessoa humana.
Para a Presidente da ARME, o verdadeiro desafio da Inteligência Artificial não reside apenas no desenvolvimento de sistemas cada vez mais avançados, mas sobretudo na capacidade de colocar a tecnologia ao serviço de sociedades mais inclusivas, justas, sustentáveis e centradas nas pessoas.
Por sua vez, Suzete Centeio intervém esta quinta-feira, 24, no Painel 7, dedicado ao tema “Participação multissetorial na Governação da Internet: desafios e possibilidades nos países lusófonos”.Recorde-se que o IGF-Lusófono reúne representantes de governos, reguladores, setor privado, academia, sociedade civil e comunidade técnica para debater os desafios e oportunidades da governação da Internet no espaço lusófono.


