A ARME, liderada pela sua presidente, Leonilde Santos, está em Maputo a participar na 3.ª edição do IGF Lusófono, que decorre entre 22 e 23 de setembro, reunindo representantes dos países de língua portuguesa para debater os desafios e oportunidades da Governação da Internet.
A sessão de abertura, realizada no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano, foi presidida pela Secretária Permanente do Ministério das Comunicações e Transformação Digital de Moçambique, Nilsa Miquidade, em representação do ministro Américo Muchanga.
No seu discurso, Leonilde Santos destacou o sucesso da edição anterior, realizada em Cabo Verde, e sublinhou o papel ativo da ARME na promoção da governação digital, tanto a nível nacional como no espaço lusófono, através da liderança na ARCTEL-CPLP.
Durante o evento, partilhou a experiência cabo-verdiana na promoção da inclusão digital, destacando os avanços em infraestrutura e conectividade, bem como os desafios persistentes relacionados com a literacia digital, desigualdades territoriais e sociais, e acesso à internet. Destacou-se, ainda, as iniciativas nacionais que visam promover a inclusão digital, como o Programa Conectar Cabo Verde e Projeto WebLabs, junto das escolas.
Além disso, a ARME tem adotado uma abordagem estratégica que vai além da simples conectividade, promovendo iniciativas estruturantes nas áreas da literacia digital, segurança cibernética e governança participativa, com o objetivo de garantir uma inclusão digital mais equitativa e sustentável.
Ainda assim, Leonilde Santos, reconheceu que persistem, ainda, desafios como a infraestrutura, o custo de acesso, a literacia digital e as desigualdades sociais e territoriais. “A inclusão digital vai além do acesso à internet; é fundamental capacitar as pessoas para tirarem o máximo proveito das tecnologias”, frisou, destacando o trabalho da ARME junto das escolas e em parceria com a Women In Tech Cabo Verde para promover a literacia digital.
O primeiro dia do fórum contou ainda com a participação da professora Zenaida Évora Tavares (Cabo Verde), Gilvan Muller de Oliveira (UNESCO/UFSC, Brasil) e Gildo Macie (Moçambique), que debateram a diversidade linguística e cultural na Internet e os desafios para a língua portuguesa no ambiente digital.
No segundo e último dia, a ARME está representada em vários painéis, com intervenções do administrador João Tomar (segurança cibernética) e Suzete Centeio (participação multissetorial na governação da Internet) e da Universidade de Santiago, a professora Lucilene Gomes que vai falar sobre a economia digital e inovação.
A cerimónia de encerramento, marcada para as 17 horas de Moçambique (14 horas em Cabo Verde), será presidida por Lourino Chemane, presidente do INTIC, entidade organizadora do evento e contará com apresença do administrador, João Tomar.





