ARME atualiza preços máximos dos combustíveis para setembro 2025

A Agência Reguladora Multissetorial da Economia (ARME) atualiza, de acordo com o mecanismo de indexação mensal, os novos preços máximos dos combustíveis, que vigoram a partir das 00 horas do dia 1 de setembro de 2025, tendo registado um decréscimo médio dos preços dos combustíveis de 4,66 por cento.

Assim, de acordo com a nova tabela de preços, no anexo, a Gasolina passa a ser vendida a 129,30 ESC/L; o Gasóleo Normal, a 107,70 ESC/L; o Gasóleo para Eletricidade, a 92,00 ESC/L; o Gasóleo Marinha, a 81,20 ESC/L; o Petróleo, 131,90 ESC/L; o Fuel 380, passa a custar 70,90 ESC/Kg e o Fuel 180, a 73,30 ESC/Kg.

Por seu turno, o Gás Butano passa a custar a granel 132,20 ESC/Kg; sendo que: as garrafas de 12,5Kg, vendidas a 1653,00 ESC; as de 6Kg, a 793,00 ESC; as de 3 Kg, a 377,00 ESC e as de 55 Kg, 7.271,00 Escudos.

Deste modo, no mercado interno, os preços do Butano, da Gasolina, do Petróleo, do Gasóleo Normal, do Gasóleo Eletricidade, do Gasóleo Marinha, do Fuelóleo 180 e do Fuelóleo 380 diminuíram em 0,60%, 1,60%, 3,58%, 5,61%, 6,50%, 6,45%, 6,62% e 6,34%, respetivamente. Tudo somado, corresponde a um decréscimo médio dos preços dos combustíveis de 4,66 por cento.

Comparativamente ao período homólogo (setembro de 2024), a variação média dos preços dos combustíveis corresponde a um decréscimo de 7,87% e, relativamente à variação média ao longo do ano em curso, corresponde a um decréscimo de 5,26 por cento.          

De acordo com os dados publicados no Platts European Marketscan e LPGasWire, os preços médios dos combustíveis nos mercados internacionais, cotados em dólares por toneladas métricas (USD/MT), comercializados em Cabo Verde, diminuíram, em média, em 3,87% de julho para agosto. Quando consideradas individualmente, as cotações médias da Gasolina, do Jet A1, do Gasóleo ULSD e do Fuelóleo 0,5% diminuíram em 0,68%, 5,06%, 7,48% e 6,88%, respetivamente, enquanto a do Butano aumentou em 0,76 por cento.          

Cotações do Petróleo   

No mês de agosto, a cotação média do petróleo Brent nos mercados internacionais correspondeu a 66,83 USD/barril, tendo registado um decréscimo de 3,05% quando comparada à cotação média do mês de julho (68,93 USD/barril).

Assim, os principais motivos da descida dos preços do petróleo, no mês de agosto, têm que ver com  a decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (OPEP+) em aumentar a produção de petróleo, em 547 mil barris por dia (bpd), em setembro; as ameaças do presidente dos Estados Unidos da América (EUA), em aumentar as tarifas sobre as importações da Índia e da China, caso estes países continuem a importar petróleo russo; as preocupações com os recentes indicadores económicos dos EUA, mais fracos do que os esperados, agravadas com as notícias relativas à desaceleração do crescimento económico da China e a valorização do dólar norte-americano, que encarece as transações de petróleo para compradores que utilizam outras moedas, diminuindo assim a procura. 

Outrossim, esta descida foi atenuada, sobretudo, pela queda mais do que esperada dos estoques de petróleo bruto norte-americanos; pelas expectativas de que a Reserva Federal (Fed) dos EUA cortará as taxas de juro em setembro; pela intensificação dos ataques entre a Rússia e a Ucrânia, atingindo as infraestruturas energéticas de ambos os países; pela estagnação do processo de paz no conflito entre a Rússia e a Ucrânia; e pela possibilidade de imposição de novas sanções por parte dos EUA à Rússia e às entidades que importarem o petróleo russo.

Cotações do Câmbio  

Os preços do petróleo e dos seus derivados são cotados em dólar, e a referência para a aquisição dos derivados de petróleo em Cabo Verde é a cotação euro/dólar do último dia útil da BLOOMBERG (14 horas no horário de Frankfurt).

A cotação do euro do último dia útil do mês de agosto (1,1664) registou uma apreciação de 1,90% face ao dólar, comparado ao câmbio do último dia útil do mês de julho (1,1447). Esta evolução do câmbio tende a diminuir os preços dos produtos petrolíferos no mercado interno, correspondendo a um decréscimo médio dos preços dos combustíveis de 1,19 por cento.

Os novos preços máximos de venda ao consumidor final devem vigorar de 01 a 30 de setembro de 2025.