ARME atualiza os preços Máximos dos Combustíveis para Janeiro 2025

A Agência Reguladora Multissetorial da Economia (ARME) atualiza, de acordo com o mecanismo de indexação mensal, os novos preços máximos dos combustíveis, que vigoram a partir das 00 horas do dia 1 de janeiro de 2024, tendo registado um acréscimo médio de 1,23 por cento.

Assim, de acordo com a nova tabela de preços, no anexo, a Gasolina passa a ser vendida a 131,40 ESC/L; o Gasóleo Normal, a 118,90 ESC/L; o Gasóleo para Eletricidade, a 103,20 ESC/L; o Gasóleo Marinha, a 90,90 ESC/L; o Petróleo, 142,10 ESC/L; o Fuel 380, passa a custar 84,20 ESC/Kg e o Fuel 180, 86,40 ESC/Kg.

Já o Gás Butano passa a custar a granel 151,80 ESC/Kg; sendo que: as garrafas de 12,5Kg; vendidas a 1897,00 ESC; as de 6Kg, a 911,00 ESC; as de 3 Kg, a 433,00 ESC e as de 55 Kg, 8.347,00 Escudos.

Deste modo, no mercado interno, os preços do Butano, da Gasolina, do Petróleo, do Gasóleo Normal, do Fuelóleo 180 e do Fuelóleo 380 aumentaram em 1,13%, 0,69%, 5,10%, 1,45%, 0,82% e 1,08%, respetivamente, enquanto os do Gasóleo Eletricidade e do Gasóleo Marinha diminuíram em 0,19% e 0,22%, respetivamente, pelo que tudo somado, corresponde a um acréscimo médio dos preços dos combustíveis de 1,23 por cento.

Comparativamente ao período homólogo (janeiro de 2024), a variação média dos preços dos combustíveis corresponde a uma diminuição de 0,69 por cento.  

De acordo com os dados publicados no Platts European Marketscan e LPGasWire, os preços médios dos combustíveis nos mercados internacionais, cotados em dólares por toneladas métricas (USD/MT), comercializados em Cabo Verde, diminuíram, em média, em 1,09% de novembro para dezembro. Quando consideradas individualmente, as cotações médias da Gasolina, do Jet A1, do Gasóleo ULSD e do Fuelóleo 0,5% diminuíram em 0,73%, 2,82%, 1,99% e 0,34%, respetivamente, enquanto o do Butano aumentou em 0,40 por cento.

No mês de dezembro, a cotação média do petróleo Brent nos mercados internacionais correspondeu a 72,73 USD/barril, tendo registado uma diminuição de 0,60% quando comparada à cotação média do mês de novembro (73,17 USD/barril).

Assim, os principais motivos que contribuíram para esta descida dos preços do petróleo, no mês de dezembro, têm que ver com as sucessivas valorizações do dólar norte-americano que torna mais cara a transação do petróleo para os investidores detentores de outras moedas, diminuindo assim a procura; as projeções dos analistas de um superavit de oferta de petróleo no próximo ano de 2025, devido à fraca demanda, apesar da decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (OPEP+) de adiar os aumentos de produção, e estender os cortes profundos de produção até o final de 2026; a notícia de um aumento no número de plataformas ativas de petróleo e gás instaladas nos Estados Unidos da América (EUA); o aumento acima do esperado dos estoques de gasolina e destilados dos EUA e  as reações dos mercados e investidores às notícias económicas negativas da Alemanha e da China.

Outrossim, esta descida foi atenuada, sobretudo, pelas reações dos mercados e investidores ao cessar-fogo instável entre Israel e Hezbollah; pela crise política na Coreia do Sul, a quarta maior economia da Ásia, devido à apresentação de um projeto lei para impeachment do seu presidente, Yoon Suk Yeol, após este ter declarado a lei marcial, que foi revertida em poucas horas; pelas reações dos mercados e investidores à queda do regime autoritário do presidente da Síria, Bashar Al-Assad, o que aumentou o risco geopolítico na região do Médio Oriente; pela informação da entrada em vigor de política monetária chinesa mais flexível, para estimular o crescimento económico e que poderá alavancar a procura e o consumo do petróleo; pela afirmação de que haverá uma oferta mais restrita de petróleo na Europa durante o inverno; pela decisão, por parte da União Europeia, de aplicar o 15º pacote de sanções contra a Rússia, visando a chamada frota fantasma que transporta crude e que, caso seja eficaz, pode limitar a oferta e o fornecimento dos mercados; e pelas expectativas dos mercados e investidores sobre os cortes nas taxas de juros de referência pelo Banco Central Europeu, e pela Reserva Federal dos EUA.

Recorde-se, entretanto, os preços do petróleo e dos seus derivados são cotados em dólar, e a referência para a aquisição dos derivados de petróleo em Cabo Verde é a cotação euro/dólar do último dia útil da BLOOMBERG (14 horas no horário de Frankfurt). 

Assim, a cotação do euro do último dia útil do mês de dezembro (1,0394) registou uma depreciação de 1,54% face ao dólar, comparado ao câmbio do último dia útil do mês de novembro (1,0557). Esta evolução do câmbio tende a aumentar os preços dos produtos petrolíferos no mercado interno, correspondendo a um aumento médio dos preços dos combustíveis de 1,08 por cento.

Os novos preços máximos de venda ao consumidor final devem vigorar de 01 a 31 de janeiro de 2025.

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