A “CARTA DI PRAIA” assinalou o cair do pano esta quinta-feira, 12 de setembro, sobre o 2º Fórum Lusófono de Governação da Internet (2º FLGI) que vinha a decorrer entre Cidade Velha e Praia, durante dois dias, com a língua portuguesa na Internet e Inteligência Artificial (IA) como mote do evento, e que juntou mais de 130 participantes presenciais e dezenas daqueles que quiseram assistir, remotamente.
A cerimónia de encerramento foi presidida pelo administrador, João Tomar, que, na ocasião, agradeceu a todos quantos deram o seu precioso contributo para que o 2º FLGI fosse um sucesso, com particular destaque: ao Governo de Cabo Verde; à ANACOM; à LusNic; ao domínio .PT; cgi.br; nic.br; Telecom; TeckPark, entre outros, sem esquecer, naturalmente, o engajamento e abnegação da equipa de colaboradores da ARME.
Recorde-se que, a Agência reguladora Multissetorial da Economia (ARME), na qualidade de ponto focal do Fórum de Governação da Internet Cabo Verde, foi anfitriã deste 2º FLGI e uma das organizadoras do certame, que durante dois dias discorreu sobre vários temas importantes, entre os quais, o “acesso à internet e inclusão digital nos países lusófonos, que contou com a participação da Presidente da ARME, Leonilde dos Santos, como oradora.
No final do 2º FLGI, os participantes oriundos de países e comunidades falantes de português, depois de ter dialogado e debatido sobre as múltiplas interações da língua portuguesa na Internet e Inteligência Artificial declararam e comprometeram através da CARTA DI PRAIA, entre outros pontos, lançar as sementes para pensar, estruturar e operacionalizar, num futuro muito próximo, a Escola Lusófona da Governação da Internet.
De acordo com os subscritores da CARTA DI PRAIA, a Inteligência Artificial é uma tecnologia de ampla aplicabilidade em diferentes setores e que, portanto, tem potencial transformador amplo e significativo, para as sociedades dos países lusófonos.
Entretanto, reconhecem, os grandes modelos de linguagem (MLLs) atualmente em uso na IA são pouco representativos da língua portuguesa e das suas variantes, o que resultam em baixa representação (ou mesmo de exclusão) da diversidade e das particularidades culturais e linguísticas da lusofonia e das suas variantes.
Deste modo, os signatários da CARTA DI PRAIA defendem e instam, ainda, por uma governação colaborativa das tecnologias da IA que envolva setores produtivos, governos, universidades e sociedade civil, capazes de estabelecer parcerias estratégicas e buscar soluções que promovam e ampliem a inclusão da diversidade de gênero, raça e cor, étnica, geracional, social, cultural e linguística.
Finalmente, os assinantes da CARTA DI PRAIA, aplaudiram, efusivamente, pela excelente organização do 2º. Fórum Lusófono da Governação da Internet, sob a coordenação da ARME, tendo, por isso, a reguladora, sido convidada a integrar a equipa organizadora nas próximas edições do FLGI, em especial a de 2025 que acontecerá em Maputo, Moçambique.

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