ARME fixa novos preços máximos dos combustíveis para mês de junho de 2024

A Agência Reguladora Multissectorial da Economia-ARME estabelece os novos preços máximos dos combustíveis, que devem vigorar a partir das 00 horas do dia 1 de junho de 2024, tendo registado um decréscimo médio de 6,29 %.

De acordo com a nova tabela, em anexo, os preços de todos os produtos petrolíferos regulados sofreram uma diminuição. Assim, a Gasolina passa ser vendida a 145,00 ECV/L; o Petróleo, a ser vendido a 134,90 ECV/L; o Gasóleo normal, a 120,90 ECV/L; o Gasóleo para eletricidade, a 107,20 ECV/L; o Gasóleo Marinha, a 92,80 ECV/L; o Fuel 180, a 89,80 ECV/ e o Fuel 380, a 87,40 ECV/L.

O Gás Butano passa a ser vendido a granel por 132,90 ECV/L, sendo as garrafas de 12,5 Kg, a ser vendida a 1.661 ECV; as de 6 kg, a 798 ECV; as de 3 Kg, a 379,00 ECV e as de 55Kg de 7.310 ECV.

Conforme os dados publicados no Platts European Marketscan e LPGasWire, os preços médios dos combustíveis nos mercados internacionais, cotados em dólares por toneladas métricas (USD/MT), comercializados em Cabo Verde, diminuíram, em média, em 9,07% de abril para maio. Quando consideradas individualmente, as cotações médias do Butano, da Gasolina, do Jet A1, do Gasóleo ULSD e do Fuelóleo 0,5% diminuíram em 15,56%, 8,22%, 5,91%, 7,45% e 8,21%, respetivamente. 

Assim, em termos percentuais, no mercado interno, os preços do Butano, da Gasolina, do Petróleo, do Gasóleo Normal, do Gasóleo Eletricidade, do Gasóleo Marinha, do Fuelóleo 180 e do Fuelóleo 380 diminuíram em 7,39%, 6,15%, 4,39%, 5,55%, 6,21%, 6,17%, 7,23% e 7,22%, respetivamente. 

Comparativamente ao período homólogo (junho de 2023), a variação média dos preços dos combustíveis corresponde a um aumento de 3,86% e, relativamente à variação média ao longo do ano em curso, corresponde a uma diminuição de 3,48%.

Os principais motivos da descida dos preços do petróleo, no mês de maio, foram: a divulgação da ata da última reunião da Reserva Federal dos Estados Unidos da América (EUA) que demonstrou que a inflação pode levar mais tempo para diminuir do que se pensava anteriormente, podendo atrasar os cortes nas taxas de juro de referência, o que poderá não alavancar a procura de petróleo;  a declaração da Administração de Informação de Energia (AIE) dos EUA de que os estoques de petróleo bruto norte-americanos aumentaram 1,8 milhões de barris durante a semana encerrada em 17 de maio; as reações dos mercados e investidores aos indicadores do emprego mais fracos nos EUA e estabilidade na oferta de petróleo no Médio Oriente, apesar do acidente que vitimou o Presidente do Irão e do impasse na situação em Gaza. 

Esta descida foi atenuada, sobretudo, pela desvalorização do dólar norte-americano que torna mais barata a transação do petróleo para os países detentores de outras moedas, aumentando assim a procura; pela decisão da Arábia Saudita de aumentar os preços oficiais de venda de petróleo, em junho, à Ásia, ao Noroeste da Europa e ao Mediterrâneo; e pelas expectativas de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e os seus Aliados (OPEP+) prolongarão os cortes na oferta até ao segundo semestre do corrente ano. 

A cotação do euro do último dia útil do mês de maio (1,0851) registou uma apreciação de 1,21% face ao dólar, comparado ao câmbio do último dia útil do mês de abril (1,0721). Esta evolução do câmbio tende a diminuir os preços dos produtos petrolíferos no mercado interno, correspondendo a uma redução média dos preços dos combustíveis de 0,81%.

Os novos Preços Máximos de Venda ao Consumidor Final devem vigorar de 01 a 30 de junho de 2024.

ANEXO: